| Capitães da Areia (Mais
sobre a Obra) Personagens
1 - Pedro Bala: Era um jovem loiro de 15 anos, que tinha um corte no rosto. Era o chefe
dos Capitães da Areia, ágil, esperto, respeitador e sabia respeitar a todos. Saiu do
grupo para comandar e organizar os Índios Maloqueiros em Aracaju, desejando com líder do
grupo Barandão. Depois disso ficou muito conhecido por organizar várias greves, como
perigoso inimigo da ordem estabelecida.
2 - Professor: Era um garoto magro, inteligente, calmo e o único que sabia ler no grupo.
O professor era quem planejava os roubos dos Capitães da Areia. Depois de muito tempo
aceitou um convite e foi pintar no Rio de Janeiro.
3 - Gato: Era o mais bonito e mais elegante da turma. Tinha em caso com Dalva mulher das
noites que todo o dia ia vê-la. Participava dos planos mais arriscados e era muito
malandro e esperto. Tempos depois foi embora para Ilheús tentar a sorte.
4 - Sem Pernas: Era um garoto pequeno para sua idade, coxo de uma perna, agressivo,
individualista. Era quem penetrava nas casas de família fingindo ser um pobre órgão com
o objetivo de descobrir os lugares da casa, onde ficavam os objetos de valor depois fugia
e os Capitães da Areia assaltavam a casa. Seu destino foi suicidar-se atirando-se do
parapeito do elevador Lacerda, pelo ódio que nutria pela polícia baiana.
5 - João Grande: Era um negro alto, forte e burro. Era também o defensor dos menino
pequenos do grupo. Era figura importante no grupo, e realizava os mais audaciosos furtos
ao lado de Bala, seu destino foi se mandar como ajudante num navio.
6 - Pirulito: Era magro e muito alto, um cara seca, meio amarelado, olhos fundos, boca
rasgada e pouco risonha. Era o único do grupo que tinha vocação religiosa apesar de
pertencer ao Capitães da Areia. Quando parou de roubar, para sobreviver vendia jornais,
seu destino foi ajudar o padre José Pedro numa paróquia distante.
7 - Boa Vida: Era mulato troncudo e feio, o mais malandro do grupo, e sabia tocar violão,
também participava dos principais roubos do grupo. Seu destino foi virar um verdadeiro
malandro, que vivia a correr pelos morros compondo sambas.
8 - Volta Seca: Era um mulato sertanejo, afilhado de Lampião que odiava a polícia. Seu
destino foi ir para o Nordeste na rabada de um trem, até entrar no grupo de Lampião e
virar um cangaceiro destinado.
9 - Dora: Tinha treze para quatorze anos, era a única mulher do grupo e se adaptou bem a
ele. Era uma menina muito simples, dócil, bonita, simpática e meiga. Conquistou
facilmente o grupo com seus cabelos lisos. Seus pais haviam morrido de alastrine e ela
ficou sozinha no mundo com seu irmão pequeno. Tentou arrumar emprego, mais ninguém
queria empregar filha de bexiguento. Aí ela encontrou João Grande e professor que a
chamaram para morar no Trapiche, e logo ela já era considerada por todos como uma mãe,
irmã e para Bala uma noiva. Ela participava dos roubos com os outros meninos. Morreu
queimando de febre.
Espaço
A narrativa se desenrola no Trapiche (hoje Solar do Unhão e o Museu de Arte Moderna); no
Terreiro de Jesus (na época era lugar de destaque comercial de Salvador); onde os meninos
circulavam na esperança de conseguirem dinheiro e comida devido ao trânsito de pessoas
que trabalhavam lá e passavam por lá; no Corredor da Vitória área nobre de Salvador,
local visado pelo pelo grupo porque lá habitavam as pessoas da alta sociedade baiana,
como o comendador mencionado no início da narrativa.
Tempo
A obra apresenta tempo cronológico demarcado
pelos dias, meses, anos e horas conforme exemplificam os fragmentos: "É aqui também
que mora o chefe dos Capitães da Areia, Pedro Bala. Desde cedo foi chamado assim, desde
seus 5 anos. Hoje tem 15 anos. Há dez anos que vagabundeia nas ruas da Bahia."
O tempo psicológico correspondente às
lembranças e recordações constantes na narrativa.
A fala de Zé Fuinha (...) "Quando
terminaram, o preto bateu as mãos uma na outra, falou:
- Teu irmão disse que a mãe de você morreu de bexiga...
- Papai também...
- Lá também morreu um...
- Teu pai?
- Não. Foi Almiro um do grupo."
Foco Narrativo
A obra "Capitães da Areia" é narrada na terceira pessoa, sendo o autor, Jorge
Amado, o narrador apenas o expectador. Ele se comporta, durante todo o desenvolvimento do
tema, de maneira indiferente, criando e narrando os acontecimentos sem se envolver
diretamente com eles.
TOPO |
|