[Literatura] Biografias - Luís Vaz de Camões
LITERATURA 
Biografias
Luís Vaz de Camões

Seu nascimento em 1524 ou 1525, por favor de um registro seu feito pela Armada portuguesa que lhe atribui, em 1550, 25 anos. Filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá Macedo, seu nascimento pode ter ocorrido em Lisboa ou Coimbra, grandes centros da época, embora haja quem afirme nascido em Alenquer ou Santarém. Era rei português nessa época D. João III, que governou Portugal entre 1521 e 1557.
Pelo fato de ter tido educação esmerada, possivelmente em curso superior de Artes e Humanidades ( fato atestado pelos escritos do poeta onde se notam conhecimento em Latim, grego, mitologia clássica, geografia, cartografia, astronomia, escritores clássicos greco-latinos e cultura geral), querem seus biógrafos fazer crer ter sido Camões oriundo de família de pequena nobreza, embora decaída, dadas as dificuldades pecuniárias por que o poeta passou toda a vida.
O certo é que nenhuma biografia nega que foi soldado mercenário ( pago para lutar) e que já em 1547 esteve em Ceuta e em luta contra os mouros perdeu o olho direito. Em 1550, como o faziam então os fidalgos, alistou-se na Marinha portuguesa, mas não chegou a embarcar para as Indias.
Em 1552 brigou com Gonçalo Borges, servidor do palácio, ferindo-o com um golpe certeiro de espada. Foi preso pelas ordens del-Rei e, depois de passar alguns meses na prisão, foi multado e obrigado a embarcar para as Índias. E sua peregrinação pelo Oriente foi longa e tumultuada: Goa, Golfo Pérsico, Ternate. Foi provedor de defuntos e ausentes em Macau, onde naufragou e, segundo consta a lenda, teria perdido Dinamene, sua companheira chinesa. Diz ainda a lenda que safou-se nadando e levando o manuscrito de Os Lusíadas.

Em Goa, dá-se por certo sua prisão por dívidas , mas esteve sempre próximo das autoridades, em relação de proteção, o que o salvou de outras penalidades mais atrozes. Em 1567, um amigo do poeta, que fora nomeado capitão para Moçambique, promete-lhe emprego , adiantando, para as passagens, o pagamento de seus salários. Mas um outro grupo de amigos, algum tempo depois, cotiza-se para pagar-lhe a viagem de retorno a Portugal.
Em 1569 chega a Lisboa. Estava tão pobre que "comia de amigos", ou seja, comia de favor. Leva na bagagem o livro Os Lusíadas, editado em 1572, sob custódia do rei D. Sebastião, a quem a obra é dedicada e graças a quem, apesar de conter mitologia , consegue passar pelos rigores do selo do Santo Ofício. Em reconhecimento à grandiosidade de sua obra, o poeta ganha uma tença anual de 15.000 réis, recebida irregularmente, mas que o faz sobreviver com certa dignidade até a morte de seu protetor, D. Sebastião.
Ganhou fama e notoriedade, reconhecimento de seu país, mas após a morte daquele rei, morreu em 1580, ao que se registra de varíola, na mais absoluta miséria. Seu enterro tem duas versões: uma, a que lembra que foi pago por uma certa Companhia dos Cortesãos, obra beneficente; outra, a que foi enterrado em vala comum, sem caixão que de ordinário acompanhava os defuntos. A última hipótese parece a mais verossímil.

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