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| Antônio de Feliciano
CastilhoAntônio Feliciano de Castilho (1800 1875) , associou-se
tanto à introdução do Romantismo como `a sua suplantação pelo Realismo. Castilho,
apesar de divulgador da nova corrente literária , foi um conservador. Procurou tornar acadêmico, de acordo com uma forma de pensamento neoclássico, o que o Romantismo possuía de transformador. Persegue-o o ideal de moderação , com que atenuava a inovação artística dos escritores que gravitavam em torno de sua pessoa. Castilho, cego aos 6 anos de idade, recebeu formação clássica e clerical, e um senso de disciplina que não lhe permitiram penetrar naquilo que o Romantismo possuía de revolucionário. A liberdade de criação. Não percebeu o sentido real da história e da relatividade das formas artísticas. Foi um intransigente/ E essa intransigência levou-o a criticar os jovens escritores realistas, fazendo eclodir a Questão Coimbrã. As observações críticas de Castilho apareceram na carta-posfáccio ao Poema da Mocidade, do futuro romancista anticlerical Pinheiro Chagas. As respostas a elas e a polêmica que geratam marcam o início da afirmação do Realismo e comprometeram negativamente Castilho com o que havia de conservador, em termos artísticos, no país. Obras Cartas de Eco e Narciso - A Primavera - Amor e Melancolia ou A Novíssima Heloisa A Noite do Castelo - Os Ciúmes do Bardo - Foi também autor de obras pedagógicas, históricas; envolveu-se em muitas polêmicas; traduziu ( as vezes muito bem) Ovídio , Virgílio, Anacreonte, Molière, Goethe, Shakespeare e Cervantes e deixoou um abalizado Tratado de Metrificação
Obras: Poesia
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